terça-feira, 27 de outubro de 2009

Interpretação do conto nuvem

baseado no conto de Nicolas Yamada

Anúncio de caráter emocional em forma de narrativa

Comecei a fumar aos 14 anos, fazia isso para parecer mais maduro, com jeito de mais velho. Achava que com isso conseguiria a garota que quisesse, tudo que quisesse. Com o cigarro na mão me sentia poderoso. Mas isso não era força, era fraqueza.

Aos 18 já fumava mais de dois maços por dia, desse jeito eram mais de dois passos por dia em direção à morte. Deixei o cigarro tomar conta da minha vida, coloquei-o acima do trabalho, esposa, filhos e saúde. Aos 40 anos adquiri um câncer de pulmão.

Através de intensivos tratamentos e principalmente o apoio de minha família, estou vivendo pela primeira vez desde meus 14 anos.

domingo, 25 de outubro de 2009

Curto

Reencontro

Acordo,já é manhã, me levanto, escovo os dentes e passo o dia procurando, tentando viver meu sonho, a realidade quebra o poder da imaginação e eu não consigo concretizar meu sonho.
Só me resta durmir e tentar reecontrar aquele que passou.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

tema: Realismo Fantástico

Porta-retrato

Recordo-me da primeira porta que vi, era uma porta fina e branca, que me separou de minha mãe pela primeira vez.
Desde então comecei a reparar em todas as portas, portas de garagem, portas de lojas, portas de armários e principalmente portas de casas.
As portas são como retratos, diretamente proporcionais aos seus donos. Imagine, por exemplo, as portas das cadeias... Não são contínuas e sim em barras, cada barra representa um crime, um dia, um mês, um ano que se contabiliza nas mentes fétidas dos criminosos, ou até mesmo as portas dos bancos, são sempre giratórias, assim como o dinheiro lá dentro, que está sempre circulando e movimentando.
É por isso que passo, dias e noites, sentado em bancos de praças das mais pitorescas cidades, onde eu possa ter uma visão periférica de várias portas, na qual consigo idealizar as fisionomias, histórias e aventuras dos donos das portas e concretizo ou desmancho meus palpites após ver as portas sendo abertas ou fechadas pelos proprietários.
Fascino-me com as rústicas portas arcaicas das igrejas católicas e por outro lado, me estresso ao pensar que as praças não possuem portas, mas foi em uma sexta-feira, em uma cidade de Minas Gerais, Ouro Preto, que minha vida estacionou, foi em um olhar de soslaio, finalmente encontrei a porta indecifrável.Até hoje, permaneço sentado no banco, sonhando com essa porta e esperando alguém abri-lá.

domingo, 4 de outubro de 2009