terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Cidade Intacta
Quem observa São Paulo por fora, enxerga uma casca rígida e forte movida pelas indústrias da periferia, mas é incapaz de ver o seu miolo, seu centro.O centro de São Paulo é composto por bairros como Brás, Aclimação, Lapa, Sé entre outros. A Sé, o coração da cidade, é um lugar épico, com seus monumentos históricos como ao Largo de São Francisco e a Catedral da Sé.Mas, perante tantas belezas materiais , fingimos não ver, nem ouvir e muitos menos tocar o imaterial, as pessoas que lá habitam. Indigentes, que guardam com si uma parábola da vida, estão abandonados em seus cantos.Embora a dor tenha tomado conta de suas almas, nós, meros visitantes, podemos enxergar sob um olhar expressionista, as maneiras indecifráveis deles de se consolar a tristeza. Alguns recebem comida, que misteriosamente compartilham porções consideráveis com pombos (Foto1), outros buscam o conforto da religião (Foto2), e terceiros constroem famílias com animais como cachorros vira-latas (Foto3).Esse paradoxo do rico x pobre e as paródias das relações sociais, nos chamaram a atenção e merecem um olhar crítico de todos os brasileiros.Logo, por justa causa, decidimos abordar esse tema em nosso trabalho e provocar em vocês uma atenção aos sentidos que fingimos não ter.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Anúncio de caráter emocional em forma de narrativa
Comecei a fumar aos 14 anos, fazia isso para parecer mais maduro, com jeito de mais velho. Achava que com isso conseguiria a garota que quisesse, tudo que quisesse. Com o cigarro na mão me sentia poderoso. Mas isso não era força, era fraqueza.
Aos 18 já fumava mais de dois maços por dia, desse jeito eram mais de dois passos por dia em direção à morte. Deixei o cigarro tomar conta da minha vida, coloquei-o acima do trabalho, esposa, filhos e saúde. Aos 40 anos adquiri um câncer de pulmão.
Através de intensivos tratamentos e principalmente o apoio de minha família, estou vivendo pela primeira vez desde meus 14 anos.
Aos 18 já fumava mais de dois maços por dia, desse jeito eram mais de dois passos por dia em direção à morte. Deixei o cigarro tomar conta da minha vida, coloquei-o acima do trabalho, esposa, filhos e saúde. Aos 40 anos adquiri um câncer de pulmão.
Através de intensivos tratamentos e principalmente o apoio de minha família, estou vivendo pela primeira vez desde meus 14 anos.
domingo, 25 de outubro de 2009
Curto
Reencontro
Acordo,já é manhã, me levanto, escovo os dentes e passo o dia procurando, tentando viver meu sonho, a realidade quebra o poder da imaginação e eu não consigo concretizar meu sonho.
Só me resta durmir e tentar reecontrar aquele que passou.
Acordo,já é manhã, me levanto, escovo os dentes e passo o dia procurando, tentando viver meu sonho, a realidade quebra o poder da imaginação e eu não consigo concretizar meu sonho.
Só me resta durmir e tentar reecontrar aquele que passou.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
tema: Realismo Fantástico
Porta-retrato
Recordo-me da primeira porta que vi, era uma porta fina e branca, que me separou de minha mãe pela primeira vez.
Desde então comecei a reparar em todas as portas, portas de garagem, portas de lojas, portas de armários e principalmente portas de casas.
As portas são como retratos, diretamente proporcionais aos seus donos. Imagine, por exemplo, as portas das cadeias... Não são contínuas e sim em barras, cada barra representa um crime, um dia, um mês, um ano que se contabiliza nas mentes fétidas dos criminosos, ou até mesmo as portas dos bancos, são sempre giratórias, assim como o dinheiro lá dentro, que está sempre circulando e movimentando.
É por isso que passo, dias e noites, sentado em bancos de praças das mais pitorescas cidades, onde eu possa ter uma visão periférica de várias portas, na qual consigo idealizar as fisionomias, histórias e aventuras dos donos das portas e concretizo ou desmancho meus palpites após ver as portas sendo abertas ou fechadas pelos proprietários.
Fascino-me com as rústicas portas arcaicas das igrejas católicas e por outro lado, me estresso ao pensar que as praças não possuem portas, mas foi em uma sexta-feira, em uma cidade de Minas Gerais, Ouro Preto, que minha vida estacionou, foi em um olhar de soslaio, finalmente encontrei a porta indecifrável.Até hoje, permaneço sentado no banco, sonhando com essa porta e esperando alguém abri-lá.
Recordo-me da primeira porta que vi, era uma porta fina e branca, que me separou de minha mãe pela primeira vez.
Desde então comecei a reparar em todas as portas, portas de garagem, portas de lojas, portas de armários e principalmente portas de casas.
As portas são como retratos, diretamente proporcionais aos seus donos. Imagine, por exemplo, as portas das cadeias... Não são contínuas e sim em barras, cada barra representa um crime, um dia, um mês, um ano que se contabiliza nas mentes fétidas dos criminosos, ou até mesmo as portas dos bancos, são sempre giratórias, assim como o dinheiro lá dentro, que está sempre circulando e movimentando.
É por isso que passo, dias e noites, sentado em bancos de praças das mais pitorescas cidades, onde eu possa ter uma visão periférica de várias portas, na qual consigo idealizar as fisionomias, histórias e aventuras dos donos das portas e concretizo ou desmancho meus palpites após ver as portas sendo abertas ou fechadas pelos proprietários.
Fascino-me com as rústicas portas arcaicas das igrejas católicas e por outro lado, me estresso ao pensar que as praças não possuem portas, mas foi em uma sexta-feira, em uma cidade de Minas Gerais, Ouro Preto, que minha vida estacionou, foi em um olhar de soslaio, finalmente encontrei a porta indecifrável.Até hoje, permaneço sentado no banco, sonhando com essa porta e esperando alguém abri-lá.
domingo, 4 de outubro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Criação
Assim como Camões criou "Os Lusíadas", Fernando Pessoa criou seus heterônimos,Machado de Assis criou "Dom Casmurro", Vinícius de Moraes criou a "Garota de Ipanema" e Mário Chamie criou a poesia, Eu crio esse blog!
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